[ LACUNA EM PERSPECTIVA ] #02 >> Nov/2021

Por Tiago Jerônimo

apaixonado por música, clubber e fundador do Subcultura




Segunda edição do Lacuna em Perspectiva, trazendo esse olhar sobre oque passou pelo canal nesse cinzento mês de outubro (se você mora em São Paulo). Parece que a primavera se desentendeu com o Sol e o céu paulistano ficou com cara de céu britânico, isso me deixou um pouco chateado. Me peguei ouvindo Despeche Mode e Smiths bandas que “combinam” com esse tempo fechado e confesso que aprendi a apreciar essa falta de sol e céu azul. Deixando esse meu “desabafo pessoal” de lado kkkkkk e focando no que realmente nos interessa, esse foi um mês especial pra mim pois tivemos a primeira edição do “Lacuna convida Subcultura” , o projeto Subcultura é um projeto meu que está inserido em uma plataforma fechada, um espaço aonde DJs, produtores e coletivos trocam experiências (e logo menos estará no Instagram). A Grazi me propôs essa parceria que viabiliza mais uma maneira desses artistas mostrarem seu trabalho e do Subcultura ser visto fora daquela plataforma, quando ela fez a proposta meus olhos brilharam e o primeiro nome que me veio em mente foi o DJ Andrew, artista que conta com um vasto conhecimento musical. Ele entregou um set clássico de house, muito groove, divas soltando a voz, synts que trazem aquela energia leve e gostosa que a house music representa. Linhas de baixo super dançantes, guitarras swingadas, enfim, House clássico. Set para ouvir em um club com uma atmosfera mais intimista tomando um drink. 


No dia 12/10 tivemos Lacuna convida function.fm e o DJ convidado foi guzbeats! 

Guz construiu um set cheio de batidas quebradas e intensas, vocais femininos que me remetem ao UK. Notei muita semelhança com o breakbeat no começo dos anos 90. 




Na edição de numero 188 tivemos a presença do catarinense Tarter, seu set me chamou atenção pela construção, ele abre com uma track cheia de melodia e nos conduz para um momento formado por tracks agressivas que não duram muito, rapidamente aquela melodia toma conta de novo lembrando que essas mudanças sonoras ocorrem sempre em cima do 4x4(Technera raiz). Segunda metade do set segue em uma linha levemente minimalista que vai ficando cada vez mais minimalista a medida que vai se aproximando do final, quando entra em cena minha track favorita do set, um techno dançante e hipnótico. 


Dia 26/10, nosso artista convidado foi o Abyssinth, eu não conhecia o projeto dele então fui 0 expectativas. Esse set me lembrou como esse canal é diverso, depois de um mix recheado de House clássico, outro trazendo uma linha quebrada e o set do Tarter cheio de Techno, Abyssinth nos entrega uma experiência sombria composta por Dark Techno e ao meu ver um pouco de mental. Ele vai te “engavetando” aos poucos, minhas maiores surpresas ficaram na segunda metade aonde ele mixa tracks mais dançantes e nuances mais marcantes. Os últimos 15 minutos são repletos de surpresas, ele nos apresenta uma diversidade sonora com tracks que variam de estilos. Tracks melódicas, quebradas e uma bomba pesadíssima que fecha o set com louvor. 




O mês de outubro reafirmou o quão diverso o Lacuna Tropical é sonoramente, essa diversidade nos proporciona surpresas oque deixa o trabalho super interessante.

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Lacuna Tropical 

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